quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

Murmúrios...

foto: Eu há algum tempo, em momentos de reflexão que me ajudaram a ser quem hoje sou...

Murmúrios do passado...
Murmúrios do futuro...
Turbilhão de emoções que me assalta sem qualquer aviso prévio. Murmúrios que me induzem à escrita que há algum tempo esqueci. A minha mente têm sido consumida dia após dia com uma tortura que parecia inacabável. Aquele miserável sítio de paredes verde pálido e cheiro a éter dá-me arrepios. A repugnância apodera-se de mim, deixando-me trôpega para a vida, saber que tenho de lá voltar mais vezes, com mais intensidade está a sufocar-me. Porém depois de muitas lágrimas vertidas pois terei que ser submetida a uma cirurgia (o que me assusta bastante) estou a conseguir partir através desta pequena e claustrofóbica caixa de vidro, os cortes são superficiais e sararão brevemente, deixo, para começar, os pequenos cacos para trás, esquecidos. Não olharei para trás. O caos está numa fase de metamorfose, por tua causa, e por isso te agradeço imenso. Obrigada às pessoas que ajudam, dia após dia, a minha vida a tornar-se mais cor-de-rosa.
Sinto que tempos mais airosos aproximam-se, pelo menos até ao fim do ano.
Tenho também que falar numa noite que me fez sentir algumas coisas com uma diferente percepção, noite em que me descobri e redescobri, algo me tocou, algo transcendente, algo que nem me sinto totalmente à vontade para exprimir em simples palavras. É mais claro que muito me une com estas pessoas que estiveram presentes naquela noite.
Um elo é sempre um elo, e acho que muitas coisas afinal não acontecem por puro acaso, quando o destino de várias pessoas se cruzam e as pessoas criam laços profundos e verdadeiros temos necessidade de abraçar esses laços e alimentá-los, porém, tudo passa. Tudo passou. Tudo passará. Apenas a verdadeira amizade se mostra resistente e agora é a melhor altura para me apereceber de tal fenómeno. Voltámos ao "covil". Apesar de não ter saudades do passado pois evoluí, sou quem sou hoje graças a quem fui ontem, graças ao que passei ontem por isso raramente sinto nostalgia sinto que "retornei a casa" e as memórias, que nada passam de murmúrios do passado deverão ficar eternamente guardados na caixinha das memórias, como um diamante em bruto, que já não existe, que cada vez está mais polido.
A minha personalidade pensa imenso no "agora", no como brilhar e viver cada dia com intensidade. Agora. Não perder nenhum segundo. Nenhum Minuto. Agora e apenas Agora. Talvez seja uma sede demasiado ávida de vontade de viver. Talvez seja só a minha personalidade, uma no meio de tantas outras, porém posso dizer que no meio das lágrimas redescobri o sorriso, e a escrita, que estavam retraídos num sítio ermo e recôndito da minha alma. A folia dos últimos dias, os vossos abraços e sorrisos calorosos fazem-me sentir eu novamente. Agradeço-vos imenso pelo apoio e pelas horas intermináveis na casa da Jani a jogar monopólio, a cantar, a dançar... As três princesas dos pijamas cor-de-rosa, a minha cor favorita, as minhas princesas favoritas: A vocês, um sincero Obrigada.

Venho também falar levemente sobre outro assunto que me tocou, o lançamento do novo PV de Versailles, da bela balada "Serenade". É uma música encorpada de emoção, que transborda uma tristeza silenciosa pela partida do baixista da banda. É uma música feita de uma leveza delicada e certamente também de memórias do que fora outrora uma banda muito unida, e um excelente colega de trabalho para o resto dos membros estou certa. Embora não seja uma grande conhecedora da língua japonesa o que me foi permitido compreender da letra da música é que é totalmente dedicada a Jasmine Yuu. Decerto é a mais comovente e sincera música dos Versailles. Como administradora da Street Team Portuguesa Oficial não posso deixar de os apoiar e divulgar o mais que posso, peço desculpas a quem lê este meu blog e não se interessa pela banda, porém é algo que sinto e escrevo o que sinto, sem hipocrisia, sem recorrer a metáforas maldosas como muitos pensam.
Espero que gostem da música e do seu respectivo vídeo que estará apresentado mais abaixo, no final do texto. Espero que os Versailles consigam atingir todos os objectivos e planos para o futuro que traçaram para si mesmos e para a banda.
Quanto a mim, planos para o futuro são alguns, não são muitos porém os que tenho já têm um grande peso. Graças a um "passarinho azul" que me trouxe murmúrios do vento ao ouvido, suavemente, sei que vou concretizá-lo este ano. Sei que vamos ter força juntos. E sei que vamos estar sempre todos juntos, pois a verdadeira amizade fica e dura... Sei que irei surpreender muita gente pela positiva ou negativa, mas não cairei mais no erro de contar as coisas "erradas" a pessoas "erradas".
O melhor ficará sempre guardado para mim e para as pessoas que confio com "a minha vida", pois há muita gente que não respeita o que é importante e confidencial, com muita pena minha. Não liguem aos desabafos, pois são o que realmente são, Desabafos. Que vão e vêem com o vento, com o passado, com o presente e com o futuro.
Nada mais são que os Murmúrios.
Murmúrios de alguém que deseja ser alguém, de alguém que vai lutar para ser alguém, de alguém que não se esconderá mais. Enfrentar tudo e todos é o meu objectivo independentemente das línguas bifurcadas e venenosas que podem ser letais, porém sabem o que são para mim?


Murmúrios...
Versailles - Serenade [PV]



Sayonara, sweet memories...



quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Vastidão...

foto por André Martins (http://AM-the-supriser.deviantart.com)


"Vastidão. Escuridão na Luz. Um leque completo de sensações e sentimentos que se mesclam dentro de um ser entre muitos, de muitos seres dentro de um todo. Contemplo o oceano, a sua agitação na calmaria marítima e sinto. Apenas Sinto. Doce e amargo. Doce ou amarga melancolia que me leva a sentir? As sensações levam-me directamente para um remoinho de sentimentos. Sinto o vento na cara, sinto a aspereza da superfície na qual estou sentado e que me eleva ao patamar mais belo e solitário, um sítio só meu, onde posso fugir da multidão, onde posso ser eu sem qualquer vergonha ou medo de falhar, medo de ser julgado, medo de ser criticado pela minha natureza, medo de me misturar, medo de perder identidade e deixar de olhar para mim como uma pessoa distinta de muitas outras. Aqui contemplo o infinito aquático e não sinto vergonha. Sempre que sinto vergonha escondo-me aqui, onde ela é lavada pelas águas mutáveis, onde é levada para bem longe do meu consciente e nunca mais volta a ser a mesma. Aqui faço parte de um todo e o todo faz parte do meu ser. Posso ser apenas mais um elemento porém sou um elemento livre, livre e aprisionado dentro da paz. Será que é a solidão que representa o maior papel dentro de mim nestes momentos? Ou será o medo do aglomerado agitado da multidão que me empurra para este abismo celestial no qual me sinto único e em paz? A miscelânia de sentidos e sentimentos é infinita, assim como o (i)mutável mar, assim como as vidas de todos os seres neste mundo, assim como a própria solidão e vergonha ou a paz e equilibrio. A minha visão é limitada, não vejo o fim. Nem do mar. Nem da vida. Nem da hipócrisia. Nem das pessoas. Não vejo sequer o amanhã. Será que este será melhor que o dia de hoje? Será que sentirei o que senti hoje amanhã? Isso só o tempo dirá... Será que acabará um dia?

Não sei...

Niguém sabe...

Nunca saberemos."


Trago-vos uma foto que considero muito bela, tirada por um amigo que conheci já no início deste ano e o qual acho que têm bastante talento para um dia ser um óptimo profissional no campo da área fotográfica, desejo-lhe toda a sorte do mundo!

Fazer este tipo de trabalho foi um pouco como um desafio, pois tinha de ter em conta como o fotógrafo quereria o conceito da sua foto explorada. É quase termos de nos transformar num "actor" e incorporar a pessoa na foto, explorar o ambiente à sua volta e transcrever sentimentos. Como foi a minha primeira vez neste tipo de escrita conceptual resumindo "sentimentos ou sensações" de uma fotografia, foi um trabalho que requereu muita concentração e calma, e mesmo no fim pensava que não tinha estado à altura. Obrigada André por teres gostado verdadeiramente do que fiz!


Em breve um trabalho que está na "gaveta" será continuado, por mim e pela Ella (http://ella-puppet-show.blogspot.com), esperamos finalmente chegar ao fim deste nosso já antigo projecto (estamos a trabalhar nela há aproximadamente 4 anos) e podermos ter a hipótese de o publicar. Trabalhar com a Ella é algo único, pois ambas temos escritas fluentes e diferentes, contudo conseguimos convergir os dois tipos de escrita, criando um ambiente e aura completamente poderosos e novos (segundo já me disseram terceiros).

Temos orgulho do trabalho que fizemos até agora pois tem sido algo reflectido e com algumas pausas pelo caminho, o que nos permite amadurecer um bocado nessas pausas em termos de escrita, ler outras coisas, inspirarmos-nos mais e depois então voltar ao projecto de "cabeça fresca".

Espero sinceramente que atinjamos esta meta por nós traçada, com esperança de num futuro próximo começarmos mais projectos do mesmo género!


Dezembro está a chegar e com ele o frio e melancolia típicos do Inverno. O solstício dá-se daqui a menos de um mês, porém já sinto os "pós mágicos" da próxima estação. Gosto bastante do clima no Outono, porém o mês de Novembro deprime-me por demasiado, foi um mês de que nunca gostei. Foi neste mês de Novembro que comecei a aperceber-me de algumas mudanças negativas no meu corpo e organismo, provenientes da doença que me vem a afectar cada vez mais desde o início deste ano. Sinto-me diferente, horrível a apetece-me esconder de tudo e todos por vezes, todavia tenho noção que não me posso deixar ir abaixo, e é agora a altura que tenho que lutar mais. Espero que dia 2 de Dezembro tenha mais respostas, pois irei para o Hospital. Nestes momentos, realmente necessito de imensa paz, coragem e determinação. Quero renascer. Espero sinceramente que fique tudo bem comigo e com o meu corpo.


Obrigada mais uma vez por lerem estes meus desabafos e terem paciência para seguir o meu blog!!

Hoje, para variar, não me vou despedir com Oyasumi, pois é bastante cedo!


Mata ne!




quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Reflexões sobre...

Tudo e Nada. Sobre o Certo e o Errado. Sobre Branco e Preto. Sobre a Dualidade existente no mundo, que também infelizmente polula o coração dos seres Humanos.
Por vezes a vida atribulada neste mundo louco com demasiadas preocupações frívolas faz com que a nossa cabeça pense separado do nosso coração, como se não habitassem o mesmo corpo. Dever, Medo, Ansiedade, Precipitação, tudo faz com que olhemos para dentro do nosso coração e pensamos que estamos errados. Que não é assim. A Cabeça diz que é muito difícil de enfrentar, porém, se nunca o enfrentamos como poderemos saber se se trata realmente de um obstáculo ou se é apenas uma miragem? Para uns, a margem de erro é demasiado abrangente, para outros demasiado apertada. Quando poderá haver um meio termo nesta sociedade louca em que vivemos? Esta entrada vai um pouco na linha de apenas mais um reflexão, entre muitas outras, que em nada se destaca das demais. São apenas sentimentos de uma rapariga confusa com a própria vida.
Venho falar de um tema muito discutido na actualidade entre Pais e Filhos: Os Filhos têm mesmo de seguir o caminho traçado pelos pais para o seu futuro. Sim, pelos pais. Sim, e CONVEM MESMO seguir!! Vejamos um exemplo de um típico espécimen do género masculino em Portugal: Porquê tanta pressão para estudar, ter uma boa média, ir para a faculdade, graduar, ter um diploma (que na cabeça de muita gente torna uma pessoa melhor, na minha opinião isto é totalmente idiota) e depois então sair da casa dos pais, arranjar uma mulher decente, serem um casal lindo em público, ter filhos, entrar num estilo de dieta saudável por causa do colesterol, obrigar os filhos a estudarem que nem jumentos para poderem, um dia, ter a vida confortável que os senhores pais têm. Muito bonito. De se me vir lágrimas aos olhos e tudo. A face oculta e negra deste facto é que: No secundário os meninos bonitos não podem sair, sem ser para a escola claro, mas o que acontece é que muitas vezes estão a faltar ás aulas, a terem os chamados "feriados", aproveitando-os para andarem quase a copular com a primeira pessoa que apanham á frente pelos cantos da escola, a fumar uma "ganza" entre muitas mais opções. Chegam a casa e os ricos meninos vão para o quarto estudar, quando na verdade têm o livro á frente e estão a ver alguma pornografia aleatória na internet. Muito bonito, vão para a faculdade e são muito empenhados dizem os pais... Claro, será que os pais já foram a alguma festa de curso? Pois, não me parece... Na universidade o que mais aprendemos é como cabular nos exames para ter "altas notas" e beber até mais não de uma forma decadente, e claro, sem faltar a tradicional erva. Depois casam com a rapariga mais betinha da escola, porque tem boas notas, porque é bem comportada e deixa-me fazer o que eu quero. Adoramos raparigas sem qualquer traço de personalidade, é como criar... vejamos, uma ovelha! Comovente. Chega a um ponto a mãe já está a chatear demais porque quer ser avó... "É melhor mandar vir um puto para a velha se calar" e assim é. A famosa pergunta "Queres que seja rapariga ou rapaz?" é normalmente respondida pelo futuro pai com "Não interessa, desde que seja saudável" o que é equivalente a um "Cala-te mulher e deixa-me ver o futebol!" Enquanto a mulher engorda como uma "porca" em casa para depois dar á luz a criança com muito esforço, este senhor doutor engenheiro formado na faculdade mais prestigiada de não sei onde frequenta "night clubs" e vai dando umas facadinhas no matrimónio aqui e ali, desculpando-se que está a trabalhar horas extra, e a querida esposa claro como não tem qualquer traço de personalidade acha que tem um marido muito empenhado. Mas é totalmente legítimo pois ele traz o seu dinheiro para casa, é independente, tem um bruto carro e um curso superior. Continua a sua vida com a sua margem de liberdade completamente "à largader" e começa a comer comida dita saudável, fumar então nem pensar, só mesmo para a mulher não chatear. Claro que a mulher não sabe que quando sai do trabalho vai comprar um hamburguer ou cachorro quente acompanhado por uma cerveja rematando com um charuto. Completamente saudavél.
Deixem-me dizer-vos uma coisa: Eu Não sou Assim. Eu não tenho o mínimo desejo de ser assim.
Este pedaço de texto não é dirigido a ninguém mas é dirigido a todos, inclusive a mim. Porque todos nós temos a nossa quota parte de hipócritas dentro de nós, pois somos da raça mais maligna que existe à face da terra, mas por favor, não temos que contruir a nossa vida de hipocrisia, não temos de brincar ao faz de conta só para parecer bem. Para muitos pode ser que sim, para mim está fora de questão.
Ás vezes penso que talvez poderia ser positivo ter acabado o meu curso, para ter um trabalho muito bem pago como por exemplo na caixa do El Corte Inglès, que é o sonho de qualquer mulher! Pronto, deixemos a ironia de lado, por todo o lado só se vêm trabalhos precários, e não é um curso superior que me safará disso, fui assistente de call-center e trabalhei ao lado de licenciados! Vou perder tempo, paciência e sobretudo dinheiro só para as pessoas que mal me conhecem ficarem muito contentes e orgulhosas que tenho um curso? Não me parece. Como quando nos vamos inscrever em algum lado... a Pergunta: "Qual a sua escolariedade?" a Resposta "Licenciatua Incompleta" a Reacção: "Mas porque?! Ó menina é tão jovem, tem a vida toda pela frente porque desistiu? Tem que voltar!!" o Pensamento: "Muito bonito, preocupado com a minha vida e o meu futuro, têm uma certa razão tenho que adimitir, mas não sou hipócrita, não gostei, saí."
Todos somos iguais, com ou sem licenciatura, todos sofremos os azedumes inevitáveis que a vida nos oferece e somos todos inpotentes. Parece que temos um "handicap", uma barreira que nos impede de chegar à felicidade... Podemos experienciá-la, mas a maioria nunca a toma como felicidade pois simplesmente não acredita que exista. A Felicidade está nas coisas mais inesperadas da vida, mais alcançavéis. Não vou me martrizar só porque não sou um burro carregado de livros (leia-se licenciado) e jogar a minha oportunidade pela janela fora.
No meio desta sociedade podre ainda posso amar e confiar em alguns, o que me faz feliz e completa.
Esta reflexão tornou-se um pouco mais extensa do que previa, e saiu um pouco ao lado do que queria escrever, porém é imperativo que as pessoas não tenham medo, abram os olhos e alcançem a felicidade que para eles é um mito mas que na verdade sempre esteve debaixo dos seus olhos...

Oyasumi!

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Rosas de Outono e Lições de Piano


Há já algum tempo que não escrevo nenhum sentimento, nenhum pensamento, nada que saia da minha imaginação aqui. A inspiração foge de repente, quando me sento com esta página já aberta, dou-me conta que ela foi embora sem prévio aviso. Apesar de lutar para estar o mais calma e tranquila possível, de ter apenas boas vibrações a vida têm sido um pouco uma montanha-russa, oscilando de felicidade absoluta para tristeza e revolta extremas. Tive conhecimento que a culpa é da minha condição de saúde neste momento, espero sinceramente que melhore, espero ter algumas respostas há muito esperadas no fim deste mês e rezo para que não sejam as que mais temo ouvir. Deposito tudo nas mãos da natureza, tenho a certeza que tudo correrá pelo melhor!
Estou feliz pois estamos finalmente a voltar à vida aos poucos e poucos, sair do isolamento no qual permanecemos desde o regresso da viagem. O regresso de uma velha amiga, a qual mencionei na entrada anterior revelou-se como uma terapia, muitas saudades depois de quase cinco longos anos de ausência. A Mónica regressou trazendo consigo o seu querido rebento que ainda não conhecia e agora delicio-me na presença deste menino tão querido! Fiquei bastante feliz de a Mónica ter gostado de todos aqui, e de conseguirmos estar todos juntos em harmonia. A melhor vizinha do lado de sempre!

Trago outra novidade aqui ao blog: As minhas recentes mas dinâmicas lições de piano! O professor tem bastante paciência e é muito talentoso, o que me ajuda a avançar mais em pouco tempo! Estou verdadeiramente feliz e muito entusiasmada com estas lições! Hoje já consegui apanhar a melodia da música "Fall of Leaves" do Juka, canção que simplesmente adoro!
Hoje é também dia de um pouco de folia, pois será a festa de aniversário da Isis, ainda temos de ir comprar algumas bebidas para nos dirigirmos à sua linda casinha! Esta entrada foi um pouco em estilo de diário, o que foge bastante à minha regra, porém como tenho os minutos contados para me arranjar e sair e também queria escrever um pouco aqui, peço desculpas aos leitores porém teve de ser, citando a minha querida Ella "curto e grosso" sem qualquer floreado ou pensamentos profundos!
Estou também a trabalhar numa linda fotografia que um amigo me incumbiu a tarefa de escrever um pensamento profundo e poético sobre a mesma fotografia, e quero que saia perfeito, pois ele é um bom artista fotográfico e o seu Deviant Art merece o melhor! Podem visita-lo em: http://AM-the-supriser.deviantart.com
Obrigada por terem paciência para lerem esta humilde e pobre entrada!


Oyasumi, porque daqui a nada vou para uma grande festa até horas indeterminadas!!

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Tokyo... La Reverie... (Parte III)

foto: Flores na porta do Ikebukuro Cyber, no one-man de Clearveil

Esta será a minha última entrada sobre este tema. Ao fim de uma semana e um dia de ter regressado acho que está na altura de fazer uma última análise sobre a viagem e finalmente arrumar este assunto. Tal como o próprio titulo das entradas revela, Tokyo foi para mim um sonho. Parece que estive lá apenas durante 24 horas e passou extremamente rápido e levemente por mim, hoje, quando penso na cidade parece que não lá estive, que foi apenas um sonho demasiado real que tive durante o tempo de sono... Porém quando acordo, olho para os CD's e outras lembranças de lá trazidas, olho novamente para as fotografias que tirámos em terras nipónicas é que me apercebo que foi realmente verdade. O Japão não é um mar de rosas como todos já devem saber, porém é um sítio verdadeiramente encantado, gostei muito da zona onde ficámos Oizumi Gakuen e tenho muitas saudades do seu cheiro a flores, não encontrado em mais lado nenhum.
Não sou uma pessoa muito viajada mas creio que cada sítio têm o seu encanto próprio que pode ou não nos agradar. Nunca tinha viajado antes tirando as típicas viagens a Espanha e uma viagem a Besançon, França, quando tinha 15 anos. Adorei esta última viagem como também adorei Paris, onde fui em Janeiro ver um concerto de Mix Speaker's,Inc. que tanto apreciei. Gosto muito de França, acho que têm um encanto impossível de se encontrar em algum outro país, tal como Tokyo. Porém posso dizer que às vezes pode ser bastante desorientador conseguir atingir um objectivo, tal como se revelou esta viagem. O meu objectivo de vida há já uns anos era visitar Tokyo, já tive a oportunidade, e agora? O que há para além de um objectivo alcançado? Outro objectivo correcto? E para onde foi ele?... Não sei! Por enquanto não tenho nenhum plano de "back up" porém estou certa que algo me vai surgir na altura certa! (Temos que ser positivos não é?)

Quanto às minhas expectativas para esta viagem, foram aproximadamente tudo o que esperava, pondo de parte algumas coisas que pensava que poderiam ser remediadas durante a estadia naquele país encantado porém só piorou tudo, não consigo compreender o porquê. Tal como escrevi no comentário à mais recente entrada da Ella no seu blog "Back to Basics (From Chaos to Order) pensava que ainda não se tinha transformado em ruínas, que poderia correr melhor, que poderia ser melhorado, reconstruído, pouco a pouco, nem que fosse só um bocadinho. Porém falhou. Parece que desta vez a Branca de Neve não vai acordar. Parece que desta vez a Branca de Neve ficará eternamente aprisionada no seu delicado caixão de vidro, que será profanado pelo tempo, pelas folhas mortas do Outono, pela gelada neve do Inverno, pelo nascimento de novas plantas que o rodearão na Primavera e pelos quentes raios de sol do Verão, que derreterá todas as memórias que poderemos ter dela. Quando olharmos novamente para a Branca de Neve não a iremos reconhecer como antes... Será apenas uma sombra do que realmente era... e apenas será a Branca de Neve nas nossas memórias... boas ou más, ela estará lá marcando presença, porém na realidade já não será mais que ruínas levadas e lavadas pelo tempo. Gostava de ver o teu sorriso outra vez, por uma última vez, Branca de Neve contudo morreste sem sorriso. Tenho imensa pena, porém não podemos mudar o rumo das coisas quando atingem este estado. Adeus, Branca de Neve! A Vida ainda é Vida sem ti. Aprenderemos a ver-te apenas em memórias que nunca poderemos viver ou recuperar novamente!
Deixemos de divagações e vou passar a redigir uma lista das coisas que gostei e que não gostei no Japão:

O que NÃO gostei no Japão
  • Fangirls nos concertos: São completamente "horribilis" e assustadoras... NÃO se metam com as fangirls!! Pensava que eram um público muito mais cívico que o Europeu porém enganei-me, acho-as demasiado fúteis notando-se que não estão ali pela música, apenas pelo ídolo que acham lindo e para mostrarem que são as melhores no "furitsuke". Ridículo. Na minha opinião o melhor público de sempre foi o francês, especialmente as pessoas que gostam mesmo de visual kei, tornam um concerto muito divertido, toda a gente faz o furitsuke contudo não se sente ambiente hostil entre as raparigas da plateia como no Japão.
  • As mulheres mais "dondocas". Realmente muito bem arranjadas, de se lhes tirar o chapéu. Mas a sua futilidade extrema não deixa de me chocar e assustar. Vê-se demasiado bem que não tem mais nada com que se preocupar sem ser o que vão vestir no dia seguinte e que marca de base irão usar para sair à noite. Pessoalmente sou grande admiradora de estética e gosto bastante de ver pessoas arranjadas e maquilhadas (aliás eu própria me maquilho quase sempre que saio) mas maquilharem-se em comboios? Metro? No meio de um festival? Por favor, que futilidade e estupidez extremas, as verdadeiras encarnações das chamadas "loiras burras" que contamos nas anedotas, deviam mudar o nome para "barbies japonesas", nunca pensei que a sociedade americana tivesse tido tanto impacto na japonesa neste campo, desiludiu-me um pouco, sou consumista porém NÃO sou fútil.
  • O Papel Higiénico. O papel higiénico no Japão é deplorável, literalmente uma "desculpa" de papel higiénico. A primeira vez que tive contacto com o papel higiénico nipónico a primeira coisa que me veio à cabeça foi "Devem-se ter enganado... Puseram aqui papel vegetal em vez de papel higiénico..." Mas quem estava redondamente enganada era eu! Regra geral o papel nas casas de banho é extremamente fino e custa a fazer o que quer que seja com ele, como por exemplo, assoar-se (rasga-se todo), não entrarei em pormenores portanto do quão mal desempenham as suas funções principais. Todavia nem tudo é uma catástrofe e encontrei um lavabo que tinha papel higiénico digno desse nome! Infelizmente foi mesmo só um. Próxima vez que visitar o Japão irei levar na mala papel higiénico a sério.
  • A comida. Não a boa comida tradicional japonesa, pois essa não tive hipótese de chegar-me perto. Falo portanto das cadeias de "fast-food". Muita gente diz que a "junk-food" sabe toda ao mesmo, que McDonald's é igual em todo o lado do mundo mas a minha opinião é que não é assim. Não gostei nada da "junk-food" no Japão, principalmente do Mos Burguer, tinha um sabor bastante esquisito, pelo menos para o meu paladar. Até o KFC (fast-food que gosto muito, especialmente em Londres) achei bastante diferente, caro e não tão bom. Pronto este tópico é bastante relativo e claro que deve ser divergente de pessoa para pessoa. A Fanta de laranja também é bastante diferente, não gostei nada da Fanta de laranja japonesa, prefiro a portuguesa.
Pronto fica por aqui os pontos negativos deste país, passaremos então aos pontos positivos:

  • Os Refrigerantes: Fanta Grape, Fanta Melon, Melon by Suntory: Absolutamente deliciosos, os melhores refrescos que alguma vez poderão sonhar beber, e a Fanta Grape é melhor no Japão do que em Portugal! A Coca-Cola também tem um sabor diferente, muito superior à portuguesa. Os sumos de laranja também são deliciosos!
  • O Espectáculo que os artistas Visual Kei proporcionam nos concertos: São completamente de cortar a respiração. Destaco Megaromania, Moi Dix Mois, Versailles, D e Clearveil. Maneira de estar em palco completamente majestosa, organizada (mais que tudo organizada) e que emana perfeição de tudo o que fazem, o que me impressiona bastante pelo lado positivo pois bandas ocidentais inspiradas no estilo estão ainda muito longe de atingir este cume de perfeição. Comparando então com bandas de rock ocidental fá-los parecer deploráveis em palco, uns pobres pedintes perto de presença e actuações tão reais e perfeitas!
  • TamaDepa, Harajuku e Cigarros <3
  • Tudo o Resto!! Sem mais palavras a acrescentar!
O Balanço que faço desta viagem é estritamente positivo apesar de todos os altos e baixos. Reaprendi o que é realmente a amizade em tempos difíceis.
Aprendi a lidar e a pensar em grupo, não só como individuo ou casal.
Enterrámos a Branca de Neve.
Descobrimos as maravilhas deste país sem sequer termos indicações de ninguém.

Tenho saudades dos meus amigos, infelizmente não pude comparecer a nenhuma festa pois estou ainda muito doente. Muitas complicações surgem todavia estarei aqui para as ultrapassar, com ajuda dos meus amigos e mãe! Espero poder juntar a "Welcome Back Party" com os anos da minha querida Isis, e assim ser uma noite em grande! Festas na casa da Isis são do melhor que pode existir, um elixir para toda e qualquer depressão! A sério!
Neste momento junto forças para me recuperar, para recupera-lo também, oiço os preciosos CD's que trouxe de Tokyo... Espero por dias melhores que decerto virão!
O regresso de uma velha amiga enche-me também o coração de esperança e saudade de encontrar quem outrora adorei e partilhei imensas coisas, encontrar a mesma pessoa doce e acolhedora que sempre foi! Estou desejosa da sua chegada!
A banda N'obliez dará novo concerto dia 12 de Dezembro de 2009, no Revolver Bar, onde se deu a JMC 2. Espero que corra melhor que o da Anipop. Desejo boa sorte a todos os membros, se bem que na minha opinião pessoal umas mudanças sejam necessárias, porém não irei alongar-me neste assunto, pois não tenho direito de o fazer e não é num blog pessoal que será local ideal para o fazer também.
O mar está calmo... Vejo algumas ondas no horizonte, estarei preparada para elas. Mais longe. Mar Calmo. Estou Calma. Estou em Harmonia. Não estou Só. Orgulho-me de ser Eu. Orgulho-me de ter achado este Equilibrio dentro de mim. Não me Ralo. O que é nosso à nossa mão virá parar. Não vou entrar mais em pânico por causa do futuro. O Futuro virá calmo, como o Mar em minha direcção e estou de braços abertos para o aceitar.
Adeus, vida de dependência de quem não me amava realmente!
Olá, vida equilibrada com quem realmente me quer e me aprecia!

Obrigada pela ajuda de quem me quis ajudar.

Oyasumi!

Mood: Feliz
Song: Rouage - [ever] blue

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Tokyo... La Reverie... (Parte II)

foto de Versailles com visual de Ascendead Master (copyright by Versailles and Warner Music Japan)

Ao fim da "curta" pausa que fiz entre entradas, irei relatar os factos do nosso último dia por terras nipónicas, um dos dias mais especiais da minha vida pois tive a hipótese de realizar um dos meus maiores sonhos (além de ir ao Japão) que era ver os Versailles ao vivo. Apercebi-me que ainda gostava mais deles do que pensava... Mas comecemos pelo início. Levantámos-nos às 6h e tentámos mais uma vez chegar a horas, porém sem sucesso pois enganámos-nos no comboio e adormecemos, ou seja, apercebemos-nos um pouco tarde de mais que aquele comboio ia para outro sítio, estas trocas e baldrocas resultaram num atraso ainda pior que o do dia anterior o que nos fez perder as actuações de -OZ- e Matenrou Opera que tanto desejava assistir. Vimos um pouco do concerto de Duel Jewel enquanto passeávamos um pouco pelo recinto, foi quando ouvi uma música que me era muito familiar, então rumámos ao palco L para assistir ao concerto de Negative. Pode não interessar à maioria de vocês ou sequer conhecerem, pois é uma banda finlandesa que era grande fã quando tinha os meus 16 anos. Eram uma banda muito pequena e local, com muitos poucos lives dados, quase todos apenas na Finlândia e no norte da Alemanha. Gostei imenso de ver esta banda pois sempre fui aficionada em Suomi rock, mesmo apesar de agora a minha preferência cair notoriamente para o visual kei, o Suomi rock é ainda um estilo musical pelo qual guardo muito carinho e admiração. Tocaram boa parte das suas músicas antigas o que me agradou imenso, fiquei surpreendida como uma banda habituada a live houses pequenas conseguiu dar um espectáculo tão bom. Os Negative estão definitivamente de parabéns. Achei um facto muito curioso haver raparigas com bandeiras da Finlândia às costas, o que significa que já devem ter uma base sólida de fãs em terras nipónicas, fico bastante feliz ao constatar este facto. De seguida vimos DaizyStripper banda da qual sou fã porém o concerto desiludiu-me bastante. Acho que estiveram muito mal ao vivo na minha opinião, a voz do vocalista não era nada harmoniosa, era totalmente perfurante para os ouvidos e muitas das vezes pareciam uma banda amadora a tocar covers das suas próprias músicas, uma pena pois tinha expectativas bastante altas para esta banda. Seguidamente começou a actuação dos [_Vani:lla] que também foi uma desilusão. Mudança de visual radical, músicas demasiado caóticas, não gostei da sua actuação. Depois vieram os lynch. banda pela qual nutro uma antipatia de estimação pois em nada me identifico com o som deles, porém surpresa das surpresas adorei vê-los ao vivo, vocalista em extrema boa forma, grandes músicos, músicas muito bem tocadas, gostei muito mais ao vivo do que ouvi-los em estúdio. Um grande parabéns para os lynch. e pela excelente actuação com que nos presentearam! Rumámos a seguir para o concerto de Ayabie, para o qual tinha expectativas deveras baixas, porém devo dizer que adorei. Também sou fã dos "novos" Ayabie, por isso para mim o concerto foi muito agradável, especial destaque para a música Aitakute e para a belíssima voz de Aoi, que nunca pensei que fosse tão boa e harmoniosa. Os Ayabie são realmente um marco do visual kei moderno pois continuam como sempre profissionais e com muita qualidade, visual um pouco apagado mas presença estrondosa em palco! Muito bom realmente. Logo de seguida assistimos a Vidoll, outro excelente concerto! Apesar da sua pequena mudança mais recente não aprazer muita gente adorei vê-los em palco e adorei a set list que tocaram, onde deram também a conhecer ao público a sua nova música que não consegui apanhar o nome que por sinal gostei imenso! Grande concerto por uma grande banda, nada que não tivesse à espera, parabéns aos Vidoll pela excelente prestação neste festival! Após este concerto fizemos uma pequena pausa para comer, descansar e comprar alguns "artist goods", comprei uma t-shirt de Versailles, uma prenda para a Van, e uma rosa de Versailles muito bonita que dava luzes que a perdi logo após o concerto (no dia anterior tinha comprado uma mala de D) e assistimos ao concerto de heidi. perto do Takeru e do Masato dos SuG. De seguida para conseguirmos apanhar lugar para Versailles fomos lá para a frente no Fashion Show, que sempre deu para rir um bocado com as modelos que parece que se iam partir aos bocados cada vez que davam um passo (risos) apesar da música que utilizaram ser imensamente irritante e estar demasiado alta.
Momentos depois... começou o que já estava à espera há anos... um concerto de Versailles.
Começaram com a Prelude, onde iam entrando os membros da banda um a um. Primeiro Yuki, depois Teru, depois Hizaki e por fim Kamijo. O lugar do nosso querido Jasmine You permanece com a sua guitarra baixo predilecta a marcar onde antes esteve um grande baixista. Seguiu-se uma muito boa performance de Aristocrat's Symphony, na qual a banda esteve muito bem incluindo o baixista de suporte You de Matenrou Opera que estava muito bem treinado, pronto e à altura do desafio. Seguidamente foi tocada The Red Carpet Day que puxou imenso pelo público. Depois foi a vez de Ascendead Master... emocionei-me muito durante o concerto e principalmente nesta música pois foi a última em que o Jasmine You entrou num PV. Quando o Kamijo apresentou os membros da banda e chegou à vez do Jasmine, agarrou a guitarra baixo e gritou o seu nome, o que fez muita gente começar a chorar (inclusive eu). A música final foi The Revenant Choir onde foram mandados confetis para os fãs utilizarem no furitsuke. Hei-de guarda-los para sempre. Quero mais. Quero mais Versailles... Mudaram a minha vida. São definitivamente os meus ídolos e faria tudo por eles. Amo os Versailles!!
Ainda vimos um bocado de The GazzettE que me pareciam estar em muito boa forma!
Depois rumámos à Yoshida House para fazer o resto das malas e ir para o aeroporto, trajecto que se tornou mais árduo devido às duras condições atmosféricas. Dormi maior parte da viagem Tokyo - Londres, estive acordada apenas uma hora e mais qualquer coisa, o que me funcionou quase como um analgésico para as dores físicas e espirituais. Estamos de volta ao nosso suposto país, porém não me sinto bem-vinda e em casa... Onde pertencerei eu?
Ficará para outra entrada as dúvidas existenciais e a lista do que me agradou e não me agradou em terras nipónicas!!
Muito obrigada por lerem mais uma vez o meu blog!!

Mood: Taciturna
Song: Malice Mizer - 追憶のかけら


quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Tokyo... La reverie... (Parte I)

foto de D com o novo visual do single Tightrope (copyright by Avex Trax & D)

Venho finalmente, já em terras lusas descrever os derradeiros dias deste sonho tão efémero que foi Tokyo. Terminará com esta entrada o estilo de narrativa "on the road" (ou talvez ainda não).
O Décimo-Quinto (sáb. 24 de Out.) e Décimo-Sexto (dom. 25 de Out.) dias foram passados no excelente V-Rock Festival.
No primeiro dia, sábado, chegamos atrasados. Pensávamos que a viagem até Makuhari Messe seria mais curta, porém levou cerca três horas o que resultou na perda SEX MACHINE GUNS e SuG. Fiquei triste de ter perdido a maior parte do concerto de Penicillin, banda que aprecio bastante, principalmente os trabalhos mais antigos. Do pouco que vi o Hakuei parecia-me bastante em forma (para variar), porém não posso falar mais sobre este concerto pois não o presenciei na totalidade. Após explorarmos um pouco o recinto fomos logo para o palco onde iriam actuar os D e onde infelizmente tive de assistir à totalidade de uma banda que particularmente abomino, os jealkb. Para mim foi extremamente aborrecido dado a não simpatizar nada com o som e visual destes senhores porém devo dar a mão à palmatória e tenho que admitir que têm uma excelente presença em palco, o que tornou menos doloroso ter de suportar o concerto de uma banda que não se gosta. Ao fim desse tempo que pareceu demasiado demorado de espera entraram em palco os D. Os grandes D. Senti o meu pobre coração pequenino e apertado cada vez mais à medida que davam entrada os membros no palco: Primeiro Hiroki, de seguida Tsunehito, Hide-Zou e Ruiza... e por fim Asagi. Vinham com os seus últimos costumes, do single Tightrope. Desapontamento toma conta de mim quando me apercebo que os meus ídolos apenas tocam cinco músicas. Demasiado curto. A setlist poderia ter sido um pouco mais bem escolhida (na minha opinião claro) mas também é já um "síndroma" de D a que estou habituada: set lists que parecem demasiado maçudas dado à escolha apenas de músicas que se encontram em álbuns, e não de singles. Gostei de ouvir particularmente a Tightrope, a Night-Ship D e a Yami Yori Kurai Doukoku no Acapella to Bara Yori Akai Jounetsu no Aria. Extremamente boa presença em palco no geral. O Asagi cantou muito bem porém às vezes parecia demasiado "apressado", talvez estivesse um pouco em baixo de forma. O Ruiza foi uma surpresa pela negativa pela falta de movimentação e inércia em palco à qual não estou habituada a ver nos concertos gravados aos quais já assisti. O Hide-Zou uma grande surpresa positiva, pois costuma ser o mais, digamos, "apagado" e mostrou-se muito cúmplice com o público, desafiando-nos muitas vezes a sermos mais enérgicos, apesar de ser o membro da banda do qual gosto menos fica marcado como o mais energético e cativante durante este espectáculo. O Tsunehito já nos habituou com uma performance muito mais "low-profile" da que víamos em trabalhos anteriores, não tendo muito a acrescentar sobre este membro pois não difere nada da prestação mais recente que têm dado nos últimos concertos, boa postura em palco e excelente baixista. Hiroki sempre com a mesma postura calma e sorridente a que já estamos acostumados, excelente prestação como habitual, dos bateristas que mais admiro.
Após o breve mas de qualidade concerto de D fizemos uma pausa para comer alguma coisa, fumar um cigarro e descansar um pouco para o seguinte concerto que assistimos, Alice Nine. Alice Nine foi uma grande surpresa pela negativa. Não sou grande fã da banda porém não há nada que consiga destacar positivamente da prestação deste quinteto já conceituado. A única música na qual se mostraram mais energéticos foi a Rainbows, restante sendo um concerto extremamente aborrecido e pobre visualmente, vocalista e guitarrista muito em baixo de forma na minha opinião, parecendo quase estarem a tocar lá "por favor". Pessoalmente morri de aborrecimento e quase adormeci neste espectáculo. Seguimos depois para D'espairs Ray. Também não sou fã especialmente desta banda, porém surpresa muito positiva. Grande prestação e presença em palco. Apesar do visual simples conseguiram montar um espectáculo cativante, energético e muito bom visualmente. Hizumi em muito boa forma, principal destaque para a Garnet, apesar de estar um pouco modificada, Redeemer e Trickster. Os meus parabéns aos D'espairs Ray, pois deram dos concertos mais cativantes do festival inteiro, tive bastante gosto em vê-los, muito bons profissionais e estrondosos em palco!
Seguidamente começou Doremidan, que foram muito bons também. Gosto imenso dos trabalhos da banda que conheço apesar de não ser conhecedora profunda da discografia destes senhores. O furitstuke é muito divertido, energético e fácil de acompanhar, têm um ritmo e ambiente totalmente contagiante. Especial destaque para a minha música predilecta que tocaram em último lugar, a Seisshun Roll-Over. Houve uns pequenos acidentes no final do concerto devido ao palco estar talvez molhado apesar de desconhecer as razões que podem ter levado ao mesmo estar em tais condições, pois o guitarrista (se a memória não me trai) escorregou e caiu palco abaixo, e o vocalista também ia caindo. Tive pena que uma prestação tão boa corresse assim no final e espero que ninguém da banda se tenha magoado.
Seguiu-se o grande concerto de Moi Dix Mois. Não me vou alongar muito nesta banda pois já todos vocês sabem do que estou a falar muito bem. Mais que estrondosa presença em palco, tanto que a presença do Mana fez com que me emocionasse ao ponto de chorar quase o concerto todo. O Seth é dono e senhor de uma grande voz, está de parabéns também pela sua prestação. O único ponto negativo que tenho a apontar é exclusivamente pessoal dado a que não sou muito fã dos trabalhos recentes da banda, nomeadamente do álbum posterior ao Nocturnal Opera, o Dixanadu, na minha opinião nota-se um grande desleixo da banda em termos de composições. As novas músicas também não me encantaram, porém pode ser apenas por ser primeira vez a ouvi-las (se bem que sou uma pessoa de gostar logo das músicas à primeira). Esta banda está de parabéns, e ver o Mana ao vivo é totalmente diferente de na gravação, emana uma energia verdadeiramente emocionante, graciosa e linda de todas as formas possíveis e imaginárias.
Depois deste concerto comecei a sentir-me verdadeiramente mal, estava a arder em febre e senti-me prestes a desmaiar, falta de descanso, horas de sono, muito tempo em concertos e duas coca-colas e metade de uma salsicha na barriga o dia todo. Vi D'erlanger muito ao longe infelizmente pois desejava muito ver o seu concerto pois sou grande fã de um álbum da banda. Porém grande desilusão pois não gostei nada do que ouvi e vi. Achei uma prestação demasiado dispersa e caótica. Destaque para a performance surpreendente do Kyo, vocalista, pois deu um grande espectáculo mesmo assim. La Vie en Rose foi a única música que adorei (lógico!)
Fomos para casa a muitíssimo custo, porém lá chegamos, para mais um dia a levantar às 6 da manhã, mas desta vez sem directa.

Tenho muita pena de vos deixar a meio da entrada, contudo ainda estou cheia de jet-lag e demasiado doente para ficar no computador durante muito tempo sem ter dores horríveis na cabeça e corpo, por isso imploro por mais umas horas e amanhã estará publicada a segunda parte desta entrada, e a descrição detalhada dos concertos que assistimos no segundo dia do V-Rock Festival, domingo. O dia que mudou a minha vida pois vi Versailles...

Oyasumi!